Quem tem filhos já deve ter ouvido a orientação do pediatra para que o bebê durma de barriga para cima, a fim de evitar a chamada morte súbita infantil. O conselho é importante e não deve ser ignorado, mas pode causar assimetrias na cabeça da criança.
Os médicos chamam o problema de plagiocefalia posicional (a palavra, de origem grega, significa cabeça oblíqua). Passar muito tempo com a cabeça apoiada também pode causar a chamada braquicefalia (a região posterior da cabeça é chata ao invés de arredondada).
Muitos pais percebem que o filho tem a cabecinha torta e não se preocupam por achar que, depois, quando o cabelo crescer, a deformidade desaparece. Em boa parte dos casos, isso acontece mesmo. Mas existem estudos que associam as assimetrias cranianas a problemas futuros de mastigação e visão. Sem contar que a questão estética pode trazer algum impacto para a criança.
Estatísicas americanas indicam que quase 20% dos bebês apresentam algum grau de assimetria no crânio no quarto mês de vida. Vale ressaltar que uma parte dessas crianças já nasce com o problema, pela posição em que ficou encaixada na pelve da mãe ou por causa de partos prolongados. Ou adquirem a deformidade mais tarde, por causa do torcicolo congênito (a criança tem a preferência de girar a cabeça para um dos lados) ou pelo hábito dos pais e cuidadores de colocarem o bebê sempre deitado na mesma posição.
Fonte: http://www.uol.com.br



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